Pages

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sobre as mudanças

As coisas mudam, né?!
Dia ou outro a gente se dá conta de que não somos mais os mesmos,
Que não mantemos mais as mesmas amizades, as mesmas intensidades.
Tudo é um ciclo cruel e vicioso.
Como eu queria poder amar simplesmente sem que esse amor sofresse mutações e ficasse diferente
Como eu queria poder olhar nos olhos do meu amor e reconhecê-lo sempre, sem notar nele nenhum tipo de dúvida ou questionamento, amor simplesmente.
Como eu desejo olhar para trás e amar a todos igualmente,
Fazendo de todos os que não vejo mais uma soma bonita com resultados mais bonitos ainda.
Bom seria se eu pudesse juntar todo mundo, todos os meus amores, as minhas dores, os que achei que amei, os que amarei para sempre, e olhando nos olhos deles, de cada um deles, eu diria entre lágrimas e soluços: Eu queria viver tudo outra vez.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sobre Dani

É preciso acordar a vida.

Sobre os Olhos

Já foi-se o tempo em que eu precisava usar das palavras para dizer alguma coisa.

Olhe pra mim, para os meus olhos; eles te dirão o que queres ouvir, e até mesmo o que não queres.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

as assas de Allana

Eu posso me transformar no que você quiser
Até mesmo nesse par de asas que você tanto quer
Mas é só se você quiser, claro.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sobre os exageros.

( O barulho toma conta da casa e da alma dos dois )

- Eu quero que você fique bem, que sorria bem
Que lembre de nós como algo bom e que se orgulhe do que construímos
Mesmo que agora não reste mais nada, nem sentimentos, nem esperanças, nada.
Mesmo com a probabilidade de não nos vermos mais, nunca mais.
De um jeito ou de outro nós sabíamos que seria assim.
- Estou saindo agora e não pretendo voltar, você está certo.
Nunca mais é a palavra mais cômoda para usarmos neste momento
NUNCA MAIS.
NUNCA MAIS.
Nunca mais o que?
Em mim restam os sentimentos, as esperanças, os sonhos
Restam teu perfume, tua voz rouca no meio da noite.
Em mim resta você, mas eu vou mesmo assim
Que é para não ser contagiado com esse seu cinismo.
Que é para guardar só as coisas boas, mesmo estando elas melada, sujas, impregnadas das mentiras que você contou para mim, para todo mundo.
- Você está exagerando, como sempre.
- Estou?
- Está!
- Então eu vou indo.
Exagerado, mas verdadeiro.

( E o silêncio tomou conta da casa e da alma dos dois )

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Almas Separadas

(...) no meio da discussão o Um diz ao Outro:

-Vamos parar?
De nada adianta discutirmos assim, nos estranharmos assim
Chega uma hora na vida da gente que é preciso abandonar os cascos

- Você está insinuando que eu me tornei um casco em sua vida?
- Estou!
Não você propriamente, mas as coisas que estão atreladas a você,
Os sonhos meus que estão emaranhados em você.
É absurdo, chega a ser desumano. Você está em mim em cada passo, cada canto meu tem um ponto seu. Eu me tornei praticamente uma continuação sua.
E isso tem me cansado muito e tem te deixado frustrado também

- Calma! Vai devagar
Você não pode julgar, nem tão pouco definir, o que está se passando em minha cabeça, em meu corpo
Talvez você seja mesmo uma continuação minha e eu seja também um início, um meio seu
Mas isso acontece - isso só acontece - porque nós somos algo inteiro que foi, por algum motivo, separado.
E nossas brigas podem ser justificadas por isso também,
Vai ver algo em nós, algo dentro de nós, grita pra que nos unamos e não nos separemos jamais!
Vem cá, me da um abraço...
Tá vendo?
Percebe que os nossos corações agora batem num mesmo ritmo?
É como se eles se reconhecessem...
- Você diz coisas bonitas...
- É que eu te amo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quente e Morno

Tem dias que bate uma tristeza na gente, né Zé?!
A gente acorda meio vazio como se não existisse nada por dentro
Mas existe.
Eu estou cheio d'água por dentro, Zé
É tanta que parece que vou explodir, e eu explodo.
Esses meus olhos vermelhos e boca seca são as provas de que eu explodi ontem a noite
Eu liguei pra você um milhão de vezes, ligue pra sua mãe, para os seus amigos
Liguei até mesmo pra sua ex-namorada, mas ninguém sabia - ou queria - me dizer onde você estava
Por que você faz isso comigo, Zé?
O que foi que eu te fiz?

( Silêncio )

Você me sufoca, Ana
Você se esforça tanto para me agradar que acaba por me desagradar
Eu não sei você, mas eu preciso me sentir inseguro às vezes
Essa coisa de ' eu sou seu e você é meu pra sempre ' nunca me convenceram
Sendo o mais sincero possível, você é morna demais
Eu estou fervendo, Ana

( Lágrimas nos olhos )

Então é isso?
Você me acha morna e se sente no direito me machucar, de brincar comigo?
Presta atenção numa coisa: Eu sou amável, é essa a palavra que você não conhece - ou não entende.
Você confundiu ser morna com ser amável.
Quer dizer então que você está fervendo?
Eu torço para que você ferva ainda mais, para que fique quente ainda mais, muito mais, e para que morra queimado!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pedro e o Arco-íris

"(...) Deitados no chão e de olhos fechados:

-Consegue sentir o cheiro da terra molhada, Zé?
-Olha, Pedro... Tudo ficou verde agora, verdinho.
Consegue ver o arco-íris, Pedro?
- Vejo, eu vejo tudo isso!
Você consegue ver também?
- Eu não, mas eu imagino..."

E Você, vê ou imagina?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pedro e o Amor

Eu conheci em minha cidade um menino chamado Pedro que não acreditava no amor
Pedro morreu.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

( sobre o Valter )

E era o melhor som, a melhor batida
Era depois o mais claro e bonito céu que eu já tinha visto
E era antes a bebida que tinha me feito suportar tudo


Sobre a Carmem

Ela era bonita, mas não era bonita e só, como a maioria dos bonitos
Ela era bonita e trazia várias outras coisas na bagagem.

Fragmentos d'um conto - Diálogo -

Nos últimos dias eu cheguei a conclusão de que não adianta se esforçar tanto assim
Coisa feia essa de fingir que está tudo bem
Tá, eu sei que não é nada simples
Mas você bem que poderia simplesmente ser você mesmo, não acha?
Assim nós dois sofreríamos menos
Eu também sei fingir, meu bem...
E se eu realmente quisesse te matar eu saberia exatamente onde ir
Você sempre foi tão previsível
E se eu pareço tão tola agora a culpa é toda sua
Fui tola ao acreditar em você e continuo sendo toda ao achar que você vai mudar, não vai!
Com o tempo e o amadurecimento a gente vai adquirindo máscaras, vai usando máscaras e acabamos por nos esquecermos de sermos nós, de sermos nós mesmos de verdade
O que é comum, tudo bem!
Mas agora que você também já sabe disso, que tal se tirássemos as máscaras?
Ah... vai... pelo menos aqui, agora, no quarto
Não se importe com nada, com nada mesmo
Respire, respire e vá fundo!
O mais fundo que conseguir chegar
Diz olhando nos meus olhos o porquê de tudo isso
Eu estou sensível assim por sua culpa, e eu não me envergonho em dizer isso - Eu estou sofrendo por você!
Mas isso passa, meu caro
E depois de passado, quando você for passado, eu devolvo tudinho com estado único de felicidade, a minha felicidade
Eu não posso negar que me sinto só
Não simule esse sorriso falso pra mim
Eu juro que da próxima vez que nos vermos eu já estarei ótima e morta de paixão, mas não será por você novamente, eu juro!
Eu estou meio cansada, até mesmo de você
Essas suas indecisões acabaram comigo
Vai embora, vai!
Ou então fique ali na sala pensando nas coisas que me fez passar

Mas saía, saía daqui

Feche a porta e apague a luz, por favor. E se o telefone tocar diga que eu morri, que estou mortinha da silva estirada no chão da sala com o coração na mão
Diga que arranquei o meu coração com a mão, ele estava doendo de mais
.

Fragmento d'um conto.

Ouça aqui, mocinha.
Não fique pensando que o mundo lhe pertence não
Não caia nessa onda
E outra coisa, não se esforce! Pelo menos não tanto
Não fique aí remando contra a maré, dando murro em ponta de faca
Veja, se não for pra ser, não vai ser. Acredite em mim.
Coisa boba essa sua tentativa de ir além
E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso.
Eu só quero que você pense mais, que leia mais.
Q
ue tenha argumentos melhores
Você esta muito nova ainda(...)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ao Sol que não brilha

Ter passado por tanta dor e sofrimento só me deixou mais resistente, cheio de calos.
Estou tão seco que nem suas lágrimas me comovem,
E eu que já quis dar a vida para que nenhuma de suas lágrimas caísse.
Sabe quando se está doente, muito doente, e uma melhora súbita pode representar a morte do individuo?
Foi o que aconteceu.
Eu estava doente de você.
Eu te desejava tanto, pensava tanto em nós dois juntos, mas tanto, tanto, que chegava a doer.
E foram diversas às vezes em que eu tentei te falar isso, te mostrar isso – você sangrava em mim.
Mas, você nunca quis ver isso.
Eu estou melhor,
Foi tão rápido que até mesmo eu fui surpreendido.
Tive uma dessas melhoras súbitas.
Não tenho mais vontade de te ligar, você já não povoa os meus delírios.
É isso! Não tenho dúvidas.
Essa melhora quer dizer que você está morrendo em mim.
Morrendo aos poucos, doendo demais.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Carmem

Mas aqui, sentada e chorando é que eu não fico.

Liga pra policia!

Diz que vai haver um assassinato na Rua 12, às 19 horas. Eu vou matar aquele canalha.

Porque eu, meu bem. Eu sou boazinha demais.

Não quero ver ninguém sofrer, mas isso não faz de mim uma tonta desvairada.

Isso não te dá o direito de fazer de mim um modelo de blusa velha que, apesar de ser confortável, só se usa em casa, sem que ninguém veja.

Eu não.

Eu sou blusa nova, bonita, cheia de brilho.

Dessas que servem para todas as ocasiões, que caem muito bem no corpo e exigem

cuidados especiais.

É isso, você não sabe o que são esses ‘cuidados especiais’ escritos em minha

etiqueta.

Não sabe, nunca soube.

Sempre me tratou de qualquer jeito,sempre lavou a blusa em qualquer água...

Acontece que eu cansei e perdi a cor em você.

Estou desbotada em você.

Estou folgada em você.

Assim mesmo,exatamente isso: Estou folgada em você. Vou repetir para que você não esqueça:

F-O-L-G-A-D-A

Tornei-me mulher demais pra tão pouco homem."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu ando tão sozinho,
Mas não é por falta de gente, é por falta de mim mesmo.
Eu estou faltando em mim.

sábado, 30 de outubro de 2010

Dor de alma deveria ser igual a dor de dente.
Quando o dente dói, basta amarrar um pano com alho na ponta do dedo que sara, é tiro e queda.
Quando a alma dói nada adianta, nada.
Pois é, a gente vai perdendo as estribeiras, vai ficando sério e sem graça.
O mal de tudo é a certeza
Ninguém deveria ter certeza nenhuma, certeza de nada
A certeza encerra muitas possibilidades
E os sonhos são isso, possibilidades...
Por isso, meu amigo, cuide-se enquanto é tempo
Afaste-se das certezas e de todos que as tenham em mãos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dias longos e vazios,
Noites frias e solitárias
Olhos verdes e brilhantes de tanta fé.
Maria Bethânia grita aos meus ouvidos, os poemas do Pessoa que ela recita me rasgam...
É quando eu estou triste.
É quando toda a construção em mim desmorona.
Tudo o que desejaria era que você se sentasse comigo e ouvisse as minhas confissões,
Ouvisse que eu não te esqueci, e que não vou.
Sentisse, através das minhas mãos que estariam atreladas às suas, que eu te quero muito bem.
Que todos aqueles momentos, apesar de breves, foram intensos e me marcaram a ferro quente.
E que as vezes sangra, como agora...
Eu estou sangrando você.
As vezes eu penso que é bom
Que é bom sentir essa dorzinha vez em quando,
essa saudade de quando nos encontrávamos...
Hoje eu a vi no clube, ela estava linda.
E o que eu senti foi isso, essa dor aguda, meio que saudade, meio que tristeza...
Mas eu penso que sim, e que é bonito.
Depois ela foi embora, eu também...
Agora, já em casa, ela não sai de meu pensamento
Eu não sei se estou nos pensamentos dela,
Mas estou bem, eu juro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu estou tão cansadinho...
Por mim, eu ficaria aqui mesmo, tiraria um cochilo no colchão da vida.
Sentiria a brisa do tempo por entre meus cabelos e não me importaria com nada,
Eu dormiria a vida.
É preciso descansar às vezes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quando me dei conta eu já estava no meio, dentro, em cima, em baixo.
Eu estava todo.
Havia eu em toda parte, em todo canto que olhassem era eu quem viam.
Porque eu não tinha reduzido nem freado em nada o que eu sentia.
Eu não respirei um segundo sequer, não pensei, não relutei;
Amei simplesmente.

(...)