eu quase parei,
quase desisti na primeira esquina em que dei a primeira topada.
Eu teria sido fraco, eu sei. Mas é que doeu tanto,
Como ferro quente em carne viva, chicote molhado seguido de banho de sal.
Eu estava aos cacos, não me reconhecia;
dentro de mim, um músculo murcho que mais parecia um maracujá velho.
Não havia ninguém pra me socorrer, abraçar. Nenhuma palavra de apoio, nada. Eu estava sozinho e ferido em meio a uma cidade gigantesca e imensamente fria.
Eu que de tão bom, fiquei besta.
que de tanta boa vontade, levei chumbo.
que de tanta fé, quase fui crucificado...
(...)
Estou de pé, seguindo em frente. Meio cambaleante, cabisbaixo, é verdade. Mas eu quero gritar que Não Parei!
Não Parei,
Não Parei...
e não vou.
domingo, 10 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
"Por favor, ao entrar, tire os sapatos e mantenha a casa arrumada"
Putaria, Zé;
Palhaçada!
Isso aqui virou brincadeira, só pode..
Qualquer um que chega entra, se acomoda,
faz deste comodo minúsculo - mas que insistem em dizer que é grande - a própria casa,
E sujam, bagunçam. Fazem festa e não organizam nada depois
Palhaçada!
Isso aqui virou brincadeira, só pode..
Qualquer um que chega entra, se acomoda,
faz deste comodo minúsculo - mas que insistem em dizer que é grande - a própria casa,
E sujam, bagunçam. Fazem festa e não organizam nada depois
Pintam e bordam, isso quando não decidem quebrar a casa toda, deixar tudo em pedacinhos
Dia desses levaram um pedaço da casa, você acredita?! Pois é!
Entrou, fingiu-se de bom moço, hospedou-se gratuitamente e, sem mais nem menos, num dia inesperado, foi-se embora e levou tudo o que podia.
Fiquei vazio por dias.
Tem sido cada vez mais difícil organizar esta bagunça, Zé.
Antigamente, a plaquinha de " entre, sente-se e sinta-se à vontade" ficava exposta interruptamente.
E agora? haha, Agora nem plaquinha existe mais. Arranquei e escondi.
No lugar eu postei um outro aviso, " por favor, ao entrar, tire os sapatos e mantenha a casa arrumada "
Não tem resolvido muito, sabe?!
Tenho pensando em fechar as portas, pra sempre.
Eu já estou ficando velho, não é mesmo?
E gente da minha idade você sabe como é,
Gosta de tudo no lugar, bem limpinho, cheirando a novo.
Se não corre o risco d'eu abandonar a casa?
Corre, sim. Claro!
Mas ao menos eu não vou sofrer tanto,
Já deu, Zé.
Não aguento mais sofrer, nem um tiquinho assim, ó.
Quer saber, Zé?! Decidi!
Vou fechar as portas.
No meu coração ninguém pisa mais.
Ninguém mais bagunça esta casa tão difícil de arrumar...
Ninguém!
Dia desses levaram um pedaço da casa, você acredita?! Pois é!
Entrou, fingiu-se de bom moço, hospedou-se gratuitamente e, sem mais nem menos, num dia inesperado, foi-se embora e levou tudo o que podia.
Fiquei vazio por dias.
Tem sido cada vez mais difícil organizar esta bagunça, Zé.
Antigamente, a plaquinha de " entre, sente-se e sinta-se à vontade" ficava exposta interruptamente.
E agora? haha, Agora nem plaquinha existe mais. Arranquei e escondi.
No lugar eu postei um outro aviso, " por favor, ao entrar, tire os sapatos e mantenha a casa arrumada "
Não tem resolvido muito, sabe?!
Tenho pensando em fechar as portas, pra sempre.
Eu já estou ficando velho, não é mesmo?
E gente da minha idade você sabe como é,
Gosta de tudo no lugar, bem limpinho, cheirando a novo.
Se não corre o risco d'eu abandonar a casa?
Corre, sim. Claro!
Mas ao menos eu não vou sofrer tanto,
Já deu, Zé.
Não aguento mais sofrer, nem um tiquinho assim, ó.
Quer saber, Zé?! Decidi!
Vou fechar as portas.
No meu coração ninguém pisa mais.
Ninguém mais bagunça esta casa tão difícil de arrumar...
Ninguém!
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