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sábado, 30 de outubro de 2010

Dor de alma deveria ser igual a dor de dente.
Quando o dente dói, basta amarrar um pano com alho na ponta do dedo que sara, é tiro e queda.
Quando a alma dói nada adianta, nada.
Pois é, a gente vai perdendo as estribeiras, vai ficando sério e sem graça.
O mal de tudo é a certeza
Ninguém deveria ter certeza nenhuma, certeza de nada
A certeza encerra muitas possibilidades
E os sonhos são isso, possibilidades...
Por isso, meu amigo, cuide-se enquanto é tempo
Afaste-se das certezas e de todos que as tenham em mãos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dias longos e vazios,
Noites frias e solitárias
Olhos verdes e brilhantes de tanta fé.
Maria Bethânia grita aos meus ouvidos, os poemas do Pessoa que ela recita me rasgam...
É quando eu estou triste.
É quando toda a construção em mim desmorona.
Tudo o que desejaria era que você se sentasse comigo e ouvisse as minhas confissões,
Ouvisse que eu não te esqueci, e que não vou.
Sentisse, através das minhas mãos que estariam atreladas às suas, que eu te quero muito bem.
Que todos aqueles momentos, apesar de breves, foram intensos e me marcaram a ferro quente.
E que as vezes sangra, como agora...
Eu estou sangrando você.
As vezes eu penso que é bom
Que é bom sentir essa dorzinha vez em quando,
essa saudade de quando nos encontrávamos...
Hoje eu a vi no clube, ela estava linda.
E o que eu senti foi isso, essa dor aguda, meio que saudade, meio que tristeza...
Mas eu penso que sim, e que é bonito.
Depois ela foi embora, eu também...
Agora, já em casa, ela não sai de meu pensamento
Eu não sei se estou nos pensamentos dela,
Mas estou bem, eu juro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu estou tão cansadinho...
Por mim, eu ficaria aqui mesmo, tiraria um cochilo no colchão da vida.
Sentiria a brisa do tempo por entre meus cabelos e não me importaria com nada,
Eu dormiria a vida.
É preciso descansar às vezes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quando me dei conta eu já estava no meio, dentro, em cima, em baixo.
Eu estava todo.
Havia eu em toda parte, em todo canto que olhassem era eu quem viam.
Porque eu não tinha reduzido nem freado em nada o que eu sentia.
Eu não respirei um segundo sequer, não pensei, não relutei;
Amei simplesmente.

(...)