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quarta-feira, 27 de abril de 2011

pedido

Que me ame, que me lasque, que me coma, que me lamba, que me cubra, que me chupe, que me abrace...
e que me olhe, me investigue, me admire, me deteste, me ajude, me masturbe, me despreze...

Mas que não minta!

domingo, 17 de abril de 2011

dor-de-alma-dói! [ e sangra ] [ e pulsa ] dor-de-alma-expulsa!

doeu tanto que eu saí de mim [ fim ]

quarta-feira, 13 de abril de 2011

É um não-saber estranho que ao mesmo tempo é comum, entende ?
É estranho porque eu não entendo, não gosto, não me acostumo...
E é comum porque já me ocorreu outras vezes em diferentes intensidades.

É uma espécie de Não-Estou-Satisfeito-e-Não-Sei-o-Que-Fazer-Para-Melhorar. Braços atados - eu poderia dizer cruzados, mas eu não consigo descruzar, isso me faz imaginar que eles estão atados, é mais confortável.
às vezes tenho boas ideias, possíveis soluções... Mas transpor isso para a realidade, a minha preguiçosa realidade, não é uma tarefa tão simples.
Veja, não é simples porque eu ainda não decidi quem eu sou.
Olha que coisa boba, infantil e clichê: Não decidi quem eu sou.
Mas é a verdade, eu juro. É a única que consigo expressar agora.
Eu me perdi em meio as coisas que fiz para agradar os outros, nas músicas que ouvi para que me achassem culto, nos livros que li para passar em testes...
Eu me perdi em meio as roupas que comprei para me adequar à moda atual, efémera. Estou perdido na cidade que resolvi morar, na faculdade que jurei gostar, estou em meio a pessoas que não combinam comigo, não encaixam.
Eu me ocultei. Escondi a mim mesmo em um lugar que não me lembro e ficarei estagnado até ter coragem pra recordar. Não é sorte, é coragem...



[ e foi aqui que a inspiração acabou... ]

sexta-feira, 1 de abril de 2011

C.

Tenho dito que o amor não dói, é mentira!
Ele dói, cansa e consome...
Do amor que está longe a saudade vira gêmea, cúmplice
É como se o amor causasse a ferida e a saudade pingasse ácido sobre ela.
Entende o meu desespero ?
Entende o que é ter sua ferida exposta e mal tratada ?
Tenho em mim uma ferida em carne viva que recebe doses diárias de ácido, doses caprichadas eu preciso dizer.

E a gente vai usando de tudo que receitam: Homem, mulher, sexo, drogas, rock, poesia e esparadrapo.

Daí que surgem as ' traições '. Na tentativa tola de transformar gente/sexo em remédio. Não dá, não tem jeito. Quando o amor é bom, bonito, ninguém cura a ferida que ele causa, ninguém - por mais ambíguo que isso pareça.

O meu amor é bom, tenho dito.