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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sentados eu e você,
está escurecendo
a musica toca no volume mais alto
e a gente canta junto
e a gente se emociona junto;
e repete
e repete

e não cansa de repetir...

terça-feira, 17 de julho de 2012

O bombom de cereja


Ela não acreditava em mim e eu não acreditava nela.
éramos assim e nos respeitávamos acima de tudo
certo dia ela me trouxe um bombom de licor e dentro dele havia uma cereja muitíssimo vermelha, ela disse:
- Eu trouxe isso pra você; que é pra vê se você raciocina um pouco.
Não entendi nada, mas comi o bombom, aos poucos, pra ter certeza de que ela não me envenenaria.
Passaram-se os dias e eu nem me lembrava mais do bombom, quando ela me aparece com outro, do mesmo estilo do anterior, só que maior. Ela tornou a dizer:
- Que é pra vê se você raciocina um pouco.
Repeti o processo.
Nada de mais.
Foram-se 7 bombons até que eu me dei conta de algo que mudaria todo o sentido da coisa:
Os bombons que ela me trazia eram crocantes, quase duros por fora, o licor era forte e requeria costume e só depois notava-se a cereja, intacta, vermelha, doce e pura.
Era ela o tempo todo. O bombom era ela e eu a comi por 7 vezes sem perceber.

(...)

O que acontece depois?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Carta ao desesperado

"É a importância que destrói o encanto da surpresa.
 Não adianta descobrir a mágica, o segredo da mágica;
 As coisas só tem graça e sentido quando ocultas.
 Acalme-se, criança. Tudo é feito do jeito certo e para darem certo.
O menino que brilha é a tua luz, é o teu caminho e você precisa seguir esse caminho;
A vontade maior é sua, mas em breve vai ser dele e você tem que ter melhorado muito.
Se protege e se afasta da maldade, faz dos teus dias leves que tudo fica bem
E que haja amor na tua vida.
Se acalma e espera.
A fruta tem dois momentos: um ela é verde e amarga, no outro ela é doce e madura;
Saiba a hora certa de colher a fruta e você saberá se está no caminho certo a depender do gosto.
Toda chuva passa!!!"

domingo, 17 de junho de 2012

Mentiras

Eu estou aos cacos
Há pedaços de mim espalhados pela sala, pelo quarto e por todos os outros comodos que passei
Há pedaços de mim espalhados pela rua, pelo caminho que percorri de sua casa até aqui
Nada parece fazer sentido agora, uma nuvem negra acompanhada de um vento macabro está aqui sobre esse meu altar de fantasias.
Os meus olhos vermelhos de choro quase nao veem nada,
Há uma ferida exposta bem aqui no meu peito, Fernando
E há gostas corrosivas caindo sobre ela...
Há doses generosas de cianureto sobre os meus desejos.

Por que ele fez isso?
Terá sido eu o culpado?
- Deve ter sido uma resposta do destino ao teu passado promiscuo, Orfeu.

Eu já não sinto minhas pernas, Fernando.
E veja como estou tremendo, tremendo, Fernando
Eu acho que foi isso,
Aliás, com certeza foi isso:
Eu tanto tremi que desabei
De sa ba do
e aí estão os cacos supracitados...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu ainda não entendo essa lógica hostil desse mundo vil e mais hostil ainda,
esse mundo de trocas, de trocas, em que troca-se o sofrimento por um bem estar futuro que pode nem ser futuro, que pode nem chegar.