terça-feira, 17 de julho de 2012
O bombom de cereja
Ela não acreditava em mim e eu não acreditava nela.
éramos assim e nos respeitávamos acima de tudo
certo dia ela me trouxe um bombom de licor e dentro dele havia uma cereja muitíssimo vermelha, ela disse:
- Eu trouxe isso pra você; que é pra vê se você raciocina um pouco.
Não entendi nada, mas comi o bombom, aos poucos, pra ter certeza de que ela não me envenenaria.
Passaram-se os dias e eu nem me lembrava mais do bombom, quando ela me aparece com outro, do mesmo estilo do anterior, só que maior. Ela tornou a dizer:
- Que é pra vê se você raciocina um pouco.
Repeti o processo.
Nada de mais.
Foram-se 7 bombons até que eu me dei conta de algo que mudaria todo o sentido da coisa:
Os bombons que ela me trazia eram crocantes, quase duros por fora, o licor era forte e requeria costume e só depois notava-se a cereja, intacta, vermelha, doce e pura.
Era ela o tempo todo. O bombom era ela e eu a comi por 7 vezes sem perceber.
(...)
O que acontece depois?
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