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domingo, 10 de julho de 2011

na esquina do quase...

eu quase parei,
quase desisti na primeira esquina em que dei a primeira topada.
Eu teria sido fraco, eu sei. Mas é que doeu tanto,
Como ferro quente em carne viva, chicote molhado seguido de banho de sal.
Eu estava aos cacos, não me reconhecia;
dentro de mim, um músculo murcho que mais parecia um maracujá velho.
Não havia ninguém pra me socorrer, abraçar. Nenhuma palavra de apoio, nada. Eu estava sozinho e ferido em meio a uma cidade gigantesca e imensamente fria.

Eu que de tão bom, fiquei besta.
que de tanta boa vontade, levei chumbo.
que de tanta fé, quase fui crucificado...

(...)

Estou de pé, seguindo em frente. Meio cambaleante, cabisbaixo, é verdade. Mas eu quero gritar que Não Parei!
Não Parei,
Não Parei...

e não vou.

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