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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Foi assim...

Quando você chegou eu estava vulnerável, carente, sozinho, sedento...
Eu estava a ponto de implodir,
Os nossos encontros, que foram poucos, eram pra mim a coisa mais fantástica que essa cidade me proporcionou.
Talvez nem isto eu merecesse, e em meio a tanta vulnerabilidade, você sumiu sem deixar rastros, dum dia pro outro você não existia mais.
E eu então fui tomado pelo desespero, pela insegurança, pelo medo.
Teria sido tudo uma grande brincadeira sua? Teria sido eu um descanso, uma quebra temporária de rotina?
Queria te dizer que fui à sua casa hoje, ou então, que fui a casa que você disse ser sua.
Na porta estavam dois homens de estatura média, um até me lembrou você.
Fui porque queria notícias suas, olhar no fundo dos seus olhos, dizem algumas palavras talvez; eu só queria aquietar o meu coração...
Meio tremulo, perguntei por você e pronunciei o nome que você disse ser seu:
- " Oi, Bom Dia. André está aí?"
Com cara de quem não estava entendendo nada eles responderam:
- "Aqui nesta casa? Aqui não mora nenhum André"
- " Não?"
- " Não!"
Foi então que a ficha caiu.
Você não existia, era mentira, seu nome era mentira...
Nossos encontros,
Nossas conversas,
Nosso desejo... Era tudo mentira, então?
Não, não eram!
Não eram mentira os meus sonhos com você,
Minhas palavras,
Meus olhos que brilhavam ao te ver.
Não era mentira o meu desejo, André.
Não era...



2 comentários:

  1. Don, "por que é mais forte quem sabe mentir"? tenho me perguntado muito isso...

    saudades tuas, menino!

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  2. E é assim...Quando pensamos que estamos, enfim, imunes a todo tipo de sentimento, alguém vem e nos passa a velha rasteira...E a vida segue, coração em cacos, olhos mareados e a bendita esperaça sei lá em que...

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