Pages

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sobre os exageros.

( O barulho toma conta da casa e da alma dos dois )

- Eu quero que você fique bem, que sorria bem
Que lembre de nós como algo bom e que se orgulhe do que construímos
Mesmo que agora não reste mais nada, nem sentimentos, nem esperanças, nada.
Mesmo com a probabilidade de não nos vermos mais, nunca mais.
De um jeito ou de outro nós sabíamos que seria assim.
- Estou saindo agora e não pretendo voltar, você está certo.
Nunca mais é a palavra mais cômoda para usarmos neste momento
NUNCA MAIS.
NUNCA MAIS.
Nunca mais o que?
Em mim restam os sentimentos, as esperanças, os sonhos
Restam teu perfume, tua voz rouca no meio da noite.
Em mim resta você, mas eu vou mesmo assim
Que é para não ser contagiado com esse seu cinismo.
Que é para guardar só as coisas boas, mesmo estando elas melada, sujas, impregnadas das mentiras que você contou para mim, para todo mundo.
- Você está exagerando, como sempre.
- Estou?
- Está!
- Então eu vou indo.
Exagerado, mas verdadeiro.

( E o silêncio tomou conta da casa e da alma dos dois )

2 comentários:

  1. "Em mim resta você"

    Tá, agora ficou um silêncio absoluto por aqui também; Engraçado, mas parece que você retratou, de uma forma muito bonita, algo que aconteceu comigo de verdade. É estranho se ver nas palavras de outra pessoa. É realmente muito estranho.

    Saudades de ti.

    ResponderExcluir
  2. Oi, Don (eu aqui de novo, er..)
    Mesmo eu estando fora estes dias, vou passar sempre por aqui,tá?

    Bj grande

    ResponderExcluir