A gente acorda meio vazio como se não existisse nada por dentro
Mas existe.
Eu estou cheio d'água por dentro, Zé
É tanta que parece que vou explodir, e eu explodo.
Esses meus olhos vermelhos e boca seca são as provas de que eu explodi ontem a noite
Eu liguei pra você um milhão de vezes, ligue pra sua mãe, para os seus amigos
Liguei até mesmo pra sua ex-namorada, mas ninguém sabia - ou queria - me dizer onde você estava
Por que você faz isso comigo, Zé?
O que foi que eu te fiz?
( Silêncio )
Você me sufoca, Ana
Você se esforça tanto para me agradar que acaba por me desagradar
Eu não sei você, mas eu preciso me sentir inseguro às vezes
Essa coisa de ' eu sou seu e você é meu pra sempre ' nunca me convenceram
Sendo o mais sincero possível, você é morna demais
Eu estou fervendo, Ana
( Lágrimas nos olhos )
Então é isso?
Você me acha morna e se sente no direito me machucar, de brincar comigo?
Presta atenção numa coisa: Eu sou amável, é essa a palavra que você não conhece - ou não entende.
Você confundiu ser morna com ser amável.
Quer dizer então que você está fervendo?
Eu torço para que você ferva ainda mais, para que fique quente ainda mais, muito mais, e para que morra queimado!
Nossaa.. Deu uma revolta na Ana, não é? Eu acho que já estive na posição do Zé (aliás, vivo me escondendo, me trancando pelos cantos), já quis a intensidade das coisas novas e escapar das mesmices do dia-a-dia, mas também já me comportei assim "amavelmente". Essas multiplas sensações completam e formam a gente. É bonito.
ResponderExcluirAna e Zé.. os mesmos Ana e Zé, mas diferentes.
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